8.2.17

27jan16



A gente paga a língua mesmo, como dizem.
Sempre achei esquisito essa de comemorar um mês. Mas chegou a minha vez. A nossa. Agora entendo todo mundo que eu não entendia antes.
Um mês e tantas coisas pra comemorar. Aprender a respirar está dentro delas. Compreender, ser paciente, ser filho, ser pai, mãe, engolir o choro pro neném não perceber que você está sofrendo, aprender a se portar fora do útero, enfrentar o sono, o mundo, o trânsito. Fazer arrotar, fazer dormir, aprender a mamar, aprender a sugar, aprender a esfolar o bico e ficar de bico calado. Entre angústias, novidades, adaptações e ter a prova pela milésima vez que a família e os amigos que você fez nessa vida te amam pra caralho e de verdade. Eles vem todos acompanhados de água, comida e carinho. Por querer cuidar de alguém muito melhor do que a si mesmo. Por cada felicidade de cada pum e cagada e um intestino funcionando com muita saúde. Esquecer a vida velha e encarar a madrugada nova, lágrima sob lágrima. Pelo banho que o Papai dá ser tão bom. Por cada arroto ser vitória. Feliz 1 mês, Ninini. Feliz 1 mês, Papani. Parabéns pra nós. #amor #vitorianaguerra

24fev16

la coisas saudáveis pra semana, conversa, dá conselhos, faz uma torta, dá risada, lava a louça, faz um bolo de fubá "tia, descansa" "não venho aqui pra isso, venho pra te ajudar", faz um café, esquenta o jantar, ainda me pergunta educadamente se pode mexer nas coisas "tia, é sua casa, faz o que você quiser", me dá forças, me encoraja, não se conforma com o refluxo e se desdobra em mil pra mudar essa história, segura o neném, troca o neném, ora com e para o neném, chora, ri. Dormimos. No dia seguinte ela repete tudo igual, ainda varre. Eu fico cansada só de assistir. Ela tem mais de 60 e não pára. Eu não teria essa energia. Eu não tenho metade da sabedoria dela. Por enquanto, o que posso lhe oferecer é um neto lindo e gatinho, e muito amor. Obrigada pra sempre, Titia. Quero ser assim pra minha família quando eu crescer. Te amamos.

9mar16

Maternidade:
eu chorava bastante quando era criança, eu me lembro. Depois fui crescendo com aquela coisa de que chorar é fraqueza e fui me engolindo dentro do meu próprio soluço. Depois-agora que fiz terapia e depois do João na minha barriga, graças a deus redescobri o choro.
Na gravidez a gente chora porque desceu e a gente não engravidou, chora porque engravidou, depois chora de emoção porque é verdade mesmo. Chora contando pro marido, pro pai, pro irmão; ainda com aquele soluço entalado.
Depois chora quando ouve o coração, chora quando o ultrassonografia-man diz que tá tudo bem, chora quando passam os 3 meses e não aborta, chora quando descobre o sexo, chora porque não chuta, chora porque o marido não chega nunca em casa.
Chora pela 786 vez com aquela música dos 9 meses, chora com o filme, a novela, o comercial. Chora porque você perdeu sua mãe e as pessoas insistem em te dar carinho. Chora porque seu estado é realmente de graça e as pessoas fazem tudo por você e para você. Chora porque você não sabe como viveu sem isso até hoje, chora de pensar que depois da gravidez "acabou a mamata".
A gente chora porque não consegue mais amarrar o sapato e chora a cada novo presentinho ganho. Chora com a delicadeza das pessoas. Chora de raiva, chora de sono, fome, alegria. Chora porque ele tá mexendo de menos, chora porque é Natal, porque você almeja ser bom pai, dar boa educação. Chora por um mundo melhor.
Depois chora quando descobre que não vai dar parto normal, chora quando nasce, chora quando vê. Chora os mamilos, chora os gorfos, chora a barriga menor, chora os choros, chora o primeiro sorriso. E como chora.
E por final, e sabendo que isso tudo é só o começo, chora depois das primeiras vacininhas. Não há motivo aparente. O neném chora um choro normal, aceitável; mas acredite, a gente chora mais que eles, de soluçar.
Oi, meu nome é Bruna e eu sou mãe. E você, quando chora?

29abr16

3. Round:
lavar conchas, bombinha tira-leite, chupeta - esterilizar, recolher brinquedos pela casa, guardar acessórios usados pra banho, pra pós banho, pra mamada, por o cel pra carre, fazer aquele depósito, verificar os papeis da caixa de correio, ver aquela promo de blusinha, por coisas do esterilizador pra secar em papel toalha blablabla regras de assespsia, encher garrafinhas d'água pras próximas mamadas e a sede do além, guardar roupas, comer, limpar e reorganizar a bolsa, deixar a mesa da sala usável, comprar lençol e fronha, planejar o compromisso de amanhã, conter a ansiedade pro bati de sábado, mandar boa noite no zap da Famía rs, recolher paninhos, babadores e afins, separar a leva de roupa pra lavar, água quente pra roupa com cocô, fazer um drama com o marido que tá trabalhando demais, escrever um postzinho aqui no face, ver as fotos do dia.
E ainda tem gente que me pergunta se quero mais um. É óbvio que sim.

13mai16

Engraçados são os paradoxos da vida, né? Por exemplo, a gente fica na torcida do João fazer algum novo descobrimento, enquanto a outra coisa fofa que ele fez ontem já se torna antiga; a gente conta os dias ansiosamente pra viagem do próximo feriadão, enquanto não quer que chegue nunca porque ele anuncia o fim da licença maternidade. A gente quer muito que o novo e as coisas aconteçam, enquanto, pensando no futuro, já morre de saudade do velho. Pra esse dia novo chegar, o de hoje tem que passar. E não estamos falando de coisas boas ou ruins. Estamos falando de como as coisas respeitam a sua ordem. Essa é a grande verdade.

18jun16

Eu estava ansiosa. Pior que final de Copa do Mundo, viagem pra Disney. Meu neném até hoje mamando loucamente no peito. Ia iniciar a papinha. Papinha de frutas. Fiquei imaginando como seria. Pensando na melhora daquela regurgitação feliz toda. Fiz questão que o Papai desse pra ter esse momento ele-neném, já que até hoje só eu tenho: o de poder alimentar meu filho. Aquela sensação. Poder, satisfação e gratidão. Tinha que ser sábado porque dia de semana Papai tá trabalhando. Até demais. Então foi esse sábado. No meio da Festa Junina. Fiquei pensando que tava muita zona, que tava muito barulho e não ia dar pra ouvir direito a reação. A filmagem não ia ficar tão boa. O Papai chegou mais tarde do que eu tinha previsto. Não sei se tava tão confortável no carrinho. Amassamos a banana. Colherzinha a postos. Tudo certo. Inclusive João Marcos. Tão certo que ele comeu a banana como se já fizesse isso desde que nasceu. Não chorou, não esperniou, não riu, não cuspiu. Ele, simplesmente, comeu. "Daí essa banana logo e não mirita". (Enquanto eu, levemente chorosa).
Às vezes a gente dramatiza demais, né? Foda-se. Viram bons roteiros, ou crônicas. A realidade é muito diferente. Vira e mexe vem alguém e samba na nossa cara. Isso aí, Filhão.

27jun16

6 meses.
E tudo o que foi vivido e programado até agora leva um top down. Sabe quando a folha do STOP já tá cheia, mas você quer continuar jogando porque ainda não foi sorteada a letra “M”? Então. Pega uma NOVA folha e reinicia o jogo.
Você já estava craque sobre a hora do choro, do banho, do sono. E então vem a primeira gripe e você não dorme mais a noite inteira, como desde os 3 meses. O choro tem um upgrade e vem com mais 1 ou 2 tipos: experimenta tirar um brinquedo de perto ou não perceber que ele quer muito dormir e não tá sabendo como fazer isso sozinho. Aquela velha história ‘o vizinho deve estar achando que tem alguém espancando a criança’. Ah, vá. O vizinho também já passou por essa alegria toda e sabe que não é.
Aos 6 começa a frutinha, e aí a coliquinha que não existia mais vira Cólica Monstra - o retorno e não deixa o neném fazer cocô direito. Com 6, se ele quiser, ele cospe na sua cara se não gostar de mamão, podendo repetir sequencialmente.
Muito provavelmente com 6 meses você já está apelando pra aquela bendita Galinha, mesmo acreditando piamente que ia demorar uns 2 anos pra acionar esse amuleto hipnotizante.
A rotina do banho estava perfeita: arruma as coisinhas, desliga sons, apaga as luzes, dá o banho, faz massagenzinha relaxante, deixa quentinho, põe no peito. Arrota 20 minutos e pá: neném vai nanar até amanhã. Ahã. Acabou, filha, já era. Ele arregala o olho e quer ficar um pouco mais com você, brincando de alguma coisa que você tem que inventar até depois da hora do Jô. Aquelas brigas todas com seu namorado sobre chegar em casa às 20h30 e terminar o ritual banho-mamar-nanar lá pelas 22h foram em vão. Casamento quase destruído porque seu namorado foge à regra.
Acontece que nem todo dia tá sol, ou às vezes tá muito frio, então a caminhada do solzinho acaba ficando pra amanhã, ou depois.
Os mais experientes dirão que as regras devem ser postas à mesa. Os livros e suas táticas “Pick Up/Put Down”, ler uma historinha, deixar tudo escuro. A gente vai tentando, não pensem que não. Mas nem tão regrado assim. A gente é mãe e não me venha falar pra deixar o neném chorando no berço. Teu cu. Deixa o seu, não o meu.
Em suma, parece que aos 6 meses tudo se desfaz, ou re starta. Tudo aquilo que vocês aprenderam juntos vai ajudar a construir as novas regras, que podem durar mais 6 meses, com sorte. Toda aquela programação perfeita talvez sirva pra um reunião de trabalho, não pra estar dentro de casa com um nenemzinho no qual a única regra e a mais sábia de todas, meu filho, é brincar.
Parabéns por ser tão Pai durante este 6 meses, Marcos De Oliveira Filho

18jul16

Que bom que fomos parceiraças.
Que bom que tudo virava comemoração.
Que bom ouvir tua voz.
Hoje tem karaokê. É só olhar pra cima e cantar.

19jul16

Bem vinda às papinhas salgadas, ao dissabor do desemprego, à alegria de ficar em casa sem ter a porra de compromisso nenhum. Bem vinda ao aconchego da home sweet home que conquistou. Bem vinda às pequenas reformas e a presença eterna dos amigos em sua vida. Bem vinda às novas viagens, aos casamentos e aos montes de sobrinhos que estão nascendo. Bem vinda ao mutirão de comida de fds pra durar pra semana. Bem vinda a começar a organizar os próximos 3 filhos. Bem vinda à mais amor, a mais família na vida. Bem vinda ao príncipe que não chegou de cavalo branco mas que te esquenta todas as noites. Bem vinda a mais choros e preocupações. A mais satisfações também. Bem vinda a pensar na festa de um ano e no que vai ser da sua carreira aos 40. Bem vinda à troca por lâmpadas de led e a prestação da lava e seca. Feliz novo ano. Bem vinda aos 32, delícia cremosa ;)

21jul16

Tem alguém acoplado a mim há 15 meses.
Sabe...
caro leitor,
às vezes
eu choro de amor.

1ago16

Maternidade e seu namorado ficar com ânsia de vômito (means homem dando escândalo "ai que nojo ai que podre ai que aike blaaaa vou vomitar") com o cheirinho do novo cocô.
Hoje teve brócolis. Muahaaaaa hahahahahah.

4ago16

Aquelas pessoas lerdas que dirigem quase parando na sua frente. Que você ficava puto, que você queria brecha pra ultrapassar, que você queria dar um totozinho.
Eram tiazinhas, tiozinhos, ou pessoas que dirigiam mal mesmo.
Mas hoje, só depois que meu cérebro destrancou a gaveta "Maternidade" pensei na possibilidade de ser uma mãe com um filho pequeno no bebê desconforto, que dormiu após muito chorar. E aí, mermão, foda-se o mundo. Você não quer que o neném acorde por nada. Que passem por cima e que me desculpem todos que eu dei aquela xingadinha.
Abs,

16ago16

Maternidade: dentes rasgando a gengivinha, febrinha, peito peito peito pra amenizar e uma louca vontade de rasgar o cu de quem inventou que essa era a melhor maneira dos dentes nascerem. Por que braços e pernas saem pra fora ainda na barriga e os dentes não?
Hein? Oi?

19ago16

Tem dias que você só quer a sua mãe.
Ali, fazendo tudo pra você. Cuidando de você. Calada ou dando aqueles mil palpites e você podendo ser você mesmo sem ter que ficar medindo palavras ou tentando ser educado demais. Sua mãe que te mandou mastigar de boca fechada e falar menos palavrão, mas que sempre te aceitou apesar da porra toda. Tua, tão completamente e só tua mãe, amenizadora de todas as suas dores e teu cansaço.
Tem dias que eu só quero a minha mãe.

1set16

A gente é um caminho com aquelas florzinhas coloridas de desenho animado.
Essas bifurcações que juntam a gente na barriga, separam depois que sai da barriga, juntam depois da demissão, separam pra novos rumos estarão sempre em nosso caminho. Pondo-nos em paralelo, e nos unindo novamente, ciclicamente.
E estes seus cílios servirão para nos proteger da chuva, caso queiramos.
Já tenho saudades de nossos dias intensos, cheios, pesarosos e tardes completas.
Te amo que escorre sangue, João.

6set16

Estamos prontos.
Hoje eu "volto" pra uma nova rotina, em paz.
Porque fiz você, produzi você, conheci você, aprendi a amar você e me tornei a pessoa mais coxa que eu conheço na face da terra. (não peça referências antigas pro papai e amigos da mamãe).
Dei uma abobada, aproveitei o fio da meada como desculpa pra por pra fora todo o sentimentalismo e choro canceriano que há dentro de mim.
Te ninei, te esquentei na coliquinha, te vi aprender a sorrir, te cantei e dancei todo meu repertório, te dei mamá, reclamei, cansei, pedi ajuda. Vi pela primeira vez de perto o que é um ser humaninho descobrir que tem mãos, dedos, e depois que isso serve pra pegar coisas, olha só, filho! Inaugurei suas gargalhadas, sua primeira fruta, suas primeiras papinhas (há males que vem para o bem, sábios diziam na minha demissão, rs). Suei fazendo sabores que você não gostou que tiveram que virar sopa pra papai e eu. Inventei mais formas ainda de falar que nem neném, usei minha veia teatral pra te contar histórias e fazer certas coisas serem menos doloridas.
Eu parei de fumar e encher a cara que nem uma desgraçada. Só não parei com o palavrão e agora esterilizo coisas. Estou aprendendo a ser mais humana e a assumir de vez no currículo a qualidade de "destrambelhada".
Passei por todos os processos e li o facebook inteiro de dicas infalíveis de como ser mãe imperfeita. E de aceitar logo isso. Nos amarão mesmo assim.
Tudo foi bem exaustivo e mês sim/mês não eu quase fiquei louca. Ora louca por deixar meu estilo workaholic, ora louca por você. Mas tratei de só postar coisa boa e divertida da gente - a mamãe tem um lado humorístico, ha.
Eu preciso dizer muito obrigada a todas as mãos estendidas que tive. (cada mão!). Eu preciso agradecer meu namorado que, entre uma cobrança minha e outra tem a doçura nos olhos e o amor que eu preciso pra meus filhos. E claro, está em busca da maneira menos torta de educar.
Enfim, este é mais um daqueles textos que eu escrevo e a galera fala pra eu criar um blog. Não consegui neste meio tempo. Entre fraldas e To Dos do dia-a-dia não tive tempo, ou saco. Nem a mexer no Snapchat - quero terceirizar.
Pra terceirizar, tenho que voltar a ganhar meu "faz me rir". Voltar a dar aquele gás e parar de comer chocolate entre um João e outro.
Ai, vou parar que tô perdendo o fio da meada querendo colocar muitas histórias em alguns parágrafos. O que seria possível numa pacata vida de interior, mas não com 8 meses de um João Marcos danadinho, espertalhucho e gato.
Eu não estou triste. Eu estou tranquila. Eu tenho facilidade com adaptações. Foi tudo do jeitinho que eu quis com João. Foi o lugar que eu queria ir. O que eu já tenho é saudade.
Estamos prontos, filho. Obrigada por me deixar passar por essa bifurcação nesta tranqüilidade. E vamos em busca de mais sabedoria.
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23set16

Voltando de promoção no uber, passando no terapeuta e indo pra casa.
Olhando os bares lotados, esquinas alegres, copos sempre cheios.
E me perguntando se tenho saudade.
E um vazio sem resposta.

2dez16

Sem mãe nosso coração fica meio esburacado, mesmo. Pode rebocar o quanto for, os remendos não fazem muita diferença. Quando minha veia começava a falar demais, eu dizia pra ela: "mãe é bom, mas dura muito". Nós ríamos e ela brigava comigo. Era bom demais.

6.2.17

Os filhos começam a andar e com isso vem o desespero.
O desespero de que as voltas que a Terra dá estão rápidas demais. Desespero pra deixar as coisas mais certas possíveis. Desespero se vou ter fôlego pra alcança-lo. Desespero em não conseguir disfarçar esse amor tão desesperador.

Neste fim de semana, enquanto eu raspava pêssego pra dar de sobremesa pro meu neném e meu olho ardia querendo chorar, eu explicava pra ele "que bom, Filho, que podemos te dar "tudo", ou pelo menos o que você necessita e um pouquinho mais". Falei isso em bom tom. Eu nem sei quanto custa um pêssego, mano. Eu fui ao mercado e simplesmente comprei. E só paguei a conta no final pensando que no fim do mês o salário "cai". E se não cair, alguém não vai deixar meu filho sem pêssego ou com vontade de alguma coisa. Esse é o agradecimento do dia, no final.

Os filhos começam a andar e com isso vem o desespero.
O desespero de saber ensinar que ele pode comemorar suas conquistas. Desespero de pensar que ele está crescendo, minha gente, e um dia vai sair correndo pro mundo. Desespero de não controlar isso e desespero de nem querer controlar. Só sentindo - clichezão mesmo.

Hoje recebi uma foto da minha Tia enquanto ela cuidava do neném. Ele tinha uma carinha serena, e segurava uma vassoura. Ele tem vários brinquedos, novos e usados. A gente já pôde doar muita coisa pra muita gente e emprestar também. Quando a Luna vier dizem que tudo retorna em dobro. E na real cada casa que o João frequentar vai sempre ter uma vassoura e atenção, o que basta pra uma brincadeira danada de boa.

Os filhos começam a andar e com isso vem o desespero.
Desespero porque vão alcançar muitos objetos pra poder tacar em algum lugar e porque vão cair e levantar.

Na real toda mãe é um pouco desesperada. Quando cê vira mãe cê entende.
Mas na realidade não tamos aqui falando de desespero. Estamos falando de mais uma etapa de colo-berço-sofá-engatinhar, que já está deixando uma BOMBA de chocolate de saudade.

Vem, neném. Pode soltar que a Mãe segura.

18.1.17

Sabe...
Eu deixei meu amor ir passear. Ele voou tão longe e tão depressa, que não sabe o caminho de voltar.
Esqueceu o percurso que fez
Se entreteve com os bichos no caminho
E sequer jogou pedras pra marcar o jeito de voltar.
Esqueceu da hora vendo o céu abrir e fechar.

Eu deixei meu amor ir passear. Eu não sabia no que isso podia dar.
A gente se bicava por aqui, achei que era a melhor maneira de botar a cabeça no lugar.
Meu amor é tão novinho, que não sabe a hora de parar.

Eu estou aqui cuidando do ninho
Fingindo que estou a brincar
Com o coração cortado em três
Tentando me manter quieta, a esperar

Estou tentando mandar pelo vento
O mapa da viagem
Que tenha o percurso de volta
E nunca mais o de abandonar

21.11.16

ponto

Amamo-nos enlouquecidamente até a última gota de suor.
Viajamos até o infinito.
Enterramos pessoas.
Acreditamos no amor.

Parecia que sim, mas nunca estivemos prontos pra voar juntos.
A busca por sabedoria nos deixou em carne viva.
Pega tuas asas e vai pra mais perto do teu conceito de liberdade.
Quem sabe um dia nos ventemos de volta.

Restos imortais

Essa aí era a descrição que eu fazia de mim. ... Não sei o que restou.

13.5.13

Dramas

Largada na esquina mais próxima
Chorando os insultos da vida
No saudoso bairro velho
De bar em bar
Sem um rosto conhecido
Acompanhada apenas
Da presença do abandono


Estou calma. Fique tranquilo.

1.4.13

Das palmas da alma (sorri)

Eu não chorei. E sei lá o porquê. E sei menos ainda porque sempre venho aqui falar de choro e não de sorrisos.
Eu penso que não chorei porque acho que fui tratando de tratar de tanta coisa nesses meses, que o fim passou a não ter importância. O fim não aconteceu.
Início de uma série de entendimentos. De mim e para mim. De mim para mim. Do palco, da plateia, de estar cá ou lá, de estar fazendo ou assistindo. Do reconhecimento, da terapia em grupo, da terapia em casa, da paciência, da espera, da troca, da não troca, da troca de roupa à troca de personagem, dos sentimentos escondidos, de descobrir que não é "sem alegria não se chupa nem um picolé" e sim que "sem paixão não dá nem pra chupar um picolé". Dá na mesma, no fim.

Foram oito meses de curso. Paixão de verão subiu a serra e durou 4 estações, e ai como floresceu.
Entendi uma porção de coisas, explorei em mim, explorei no outro, explorei no chão e nas cortinas. Tive dúvidas, titubeei, tive a plena convicção no último dia.
Fiz várias vezes a mesma coisa como a primeira. Dancei, dancei, dancei. Cantei (mal), e vibrei por isso. Provoquei meu corpo, sofri sensações, me corrigi, imitei, me cobrei, errei, enfrentei a escuridão, trouxe a luz, fiz foto. Com câmera ou sem, estávamos sempre em ação. Enxerguei muita coisa com aquela luz me cegando.

Tentei focar, desfoquei.
Tentei brincar, me policiei.
Tentei falar, deu branco.

Aprendi o balaio. Aprendi a não levar tão a sério (mentira). Aprendi a levar um pouco a sério, e com respeito. Aprendi a gostar de pessoas das quais eu não procuraria num dia comum. Lembrei de como é sair num sábado a noite. Troquei meu bar predileto. Voltei à faculdade e me reconheci fazendo as palhaçadas, durante horas falando quilos de besteiras, sem censura. Me apaixonei por dois fins de semana. Lembrei de estar ali, aos 16, vendo e revendo aquele diretor fazer acontecer aquelas lendas todas. Vi cada molécula no cenário fazer aquilo virar o todo. Vi que entrar sozinho é legal, entrar com um batalhão é tudo. Vendi, vendi, vendi; vendi minha alma para tê-los todos comigo. Todos vendo a face da superação: rosada, um pouco sem jeito, driblando a tremedeira. Saí na coluna social falando de jogar junto, de não deixar ninguém na mão, de dar a mão ao outro na penumbra. Pensei, pensei e levei algumas máximas pra alguns amigos que estão por perto; e merecem.

Treinei feito uma louca. Os transeuntes de São Paulo e motoristas que o digam. Achei que fosse passar vergonhas, mas no final passei o que eu queria passar, pra quem estivesse vendo. Dormi, acordei com a perna trêmula pensando no "Tenham todos um bom espetáculo", fiz mantra: "eu vou subir naquele palco SIM. Doeu a barriga e eu fui.
Achei que não ia rolar, mas rolou. Rolou tudo no seu devido lugar, tim tim por tim tim. Da forma mais espontânea que deveria ser. Rolou bonito, rolaram sorrisos, rolaram caubois, noivas, dançarinos, guerras, revoltas, gritos de socorro, personagens autênticos e estranhos, contadores de histórias, esquetes, canções de doer a alma, filmes, putarias, sussurros, palhaços, bonecos, piedade, exercícios. Rolaram palmas.
Palmas que invadiram as veias e deixaram escorrer um sentimento muito bonito. Que eu não sei explicar. Que eu não quero explicar. Que eu quero - e quero muito - sentir de novo.

25.2.13

Faça tudo dar errado. Mas não faça de propósito assim. Dá muito na cara.

22.2.13

Repetindo

- Escuta, Baby, quantas vezes mais vou precisar falar? Não acha que passou da idade? É assim mesmo, você conta e fala verdades. Soam como um furacão devastando tudo. Mas devasta a ti. Agora, calm down, volte a viver o jogo, e terá momentos de diversão. Tenha intensidades. Não seja. Intensidade ficou velho demais pros dias de hoje.

5.2.13

deuses

(...) E onde estavam os deuses do desamor? Dormindo em horário de trabalho? Como deixaram com que isso acontecesse, intoxicando-me? Por que ninguém me protegeu? Eu estava vulnerável demais a quaisquer gentilezas? Onde deixamos o bom-senso? Escondido? (...)

Sangro sem sequer ter nenhuma ferida.

9.1.13

Aquele cara ali.

E então o cara me mandou todos os contos. Todos. Um a um. À meia noite em ponto de cada noite eu lia com voz rouca e alta tentando fazer pausas dramáticas; só imaginando o pesar daquelas histórias todas. Caras e bocas, dava mais um trago, soltava um sorriso, uma chacota. No fim de tudo eu não tinha reação. Ele apenas me via, ouvia. A reação só viria quando viesse outra noite, outra madrugada, outro conto.

E então o cara me mandou todos os sonhos. Não, os contos. Os contos que ele não contava enquanto estava acordado, e podia falar. Abrir a boca pra falar muito ele sempre gostou pouco. Gostava de abrir a boca apenas na hora certa - o grande sorriso. Ele não gostava de escrever contos do passado. Ou não. Ele não gostava de se sentir no passado e então escrevia contos. Melhor, escrevia contos pra achar que estava escrevendo um novo presente. Acho que era isso. Sempre fiquei meio confusa.

Quando ele resolveu escrever o último deles, que contava a história de um viajante que adorava apenas viajar por sua terra natal, eu assustei. Foi naquela noite que eu entendi tudo. Os contos que ele escrevia faziam-no mergulhar em mar - e como o mergulhar de uma baleia, grande, gorda, linda - reaparecer em dois segundos no mundo em que ele abandonara. Ele viajava, ao som de balanços. Ele viajava numa grande caravela pintada de asfalto. Viajava por um mar azul, límpido, morto. Porque aquele não era o mar que ele queria; e porque talvez ele nem gostasse muito do mar. O mar só servia pra que ele chegasse no chão cinza e quente, de dias nublados e chuviscos. Esse cenário era fundo falso para a maioria dos contos.

E então o cara não me mandou mais nada, porque eu havia descoberto. E quando ele percebeu, resolveu partir. Fez a mala, largou pra trás os personagens, os contos, os sonhos. E me deixou aqui, falando sozinha, esperando dar meia noite, pensando nos anos.

Não se pode mais sonhar, quiçá contar.
Ele não vai voltar, esse cara.

6.1.13

sei não

- Era assim que você previa a sua morte?
- Não.
- Você vai se matar?
- Talvez.
- Aos poucos está bom para você?
- Não sei.
- E por que está fazendo desta maneira?
- Sei lá.
- Você não vê que está exagerando?
- Vejo.
- E não vai parar enquanto é tempo?
- Tempo?
- Tempo pra pensar que não precisa ser assim.
- ...
- Vem cá, tem certeza do que está fazendo?
- Quase.
- A taquicardia já começou?
- Não por isso.
- Então por que?
- Ah...!
- Por que?
- Você nunca se apaixonou?
- Talvez.
- E foi assim tranquilo, vivendo lentamente?
- Não.
- E acha que deveria ser mais devagar?
- Não sei.
- Conseguiu evitar seus exageros? Foi de verdade?
- Sei lá.
- Você vê o quanto isso é confuso?
- Vejo.
- E o tempo não te fez aprender nada sobre isso?
- Tempo?
- Tempo, que faz a gente aprender, lembrar, entender, esquecer...
- ...
- Vem cá, sua vida tem objetivos?
- Quase.
- E você não se preocupa em sentir algo mais?
- Não por isso.
- Então por que?
- Uh...!
- Era assim que você previa a sua vida?
- Pode ser.
e se desse pra parar de respirar?
e se desse pra não mais dormir?
e se desse pra não mais comer?
e se desse?
e se desse vontade de não fazer nada?
e se desse de dar
e se desse aquela vontade de só pensar?
e se desse do café acabar?
e se desse vontade de não pensar?
e se desse vontade de apagar tudo?

e se desse pra isso ser de verdade?

e se desse???
ou se desse?
se desce?
e se desse pra mente parar de funcionar?
e se desse pra ver onde tudo isso vai dar?
pena que não dá. desce mais uma então. quem sabe se dá?

Trago

Me traga seus lábios, e com ele me diga algo que eu não queira ouvir.
Diga. Pra que isso passe logo, por favor, diga.

4.10.12

Era meu avô. Fizemos o que pudemos e devíamos até o final. Enfim, acabou. Menos uma tristeza, mais uma alegria.

13.9.12

Hoje não vou postar nada

Deixar pra lá tudo isso que falamos. Não vou fazer igual todas as vezes e tentar descrever uma ideia de tudo o que mais incrível foi conversado / vivido. Hoje não vou deixar nada para você. Hoje foi diferente.

24.7.12

Chegou a hora de falar disso

E aí voltei a ler aquele roteiro que fiz, entendendo que ele estava menos careta do que eu imaginava.
Ao invés de "fazer sexo" eu tinha escrito "fazer amor"; ao invés de "vergonha" tinha utilizado a palavra "vaidade", troquei "desconhecido" por "entrega". Quando escrevi "suor", rabisquei e anotei "saliva" e quando escrevi "a melhor transa"; apaguei, rabisquei e deixei as últimas linhas em branco.

O quarto estava em temperatura ambiente, a garrafa estava cheia de água gelada, os lençóis, claros-turquesa, formavam um manto, a luz dourada do dia meio que tentava escorrer por entre as frestas das janelas, o relógio não funcionou durante gloriosas horas a fio, as pernas não imaginavam bambear ou doer no dia seguinte, o cérebro pregava a peça do tesão infinito e aqueles rostos riam e sorriam e falavam bobagens enquanto entravam em transe, enquanto os olhos se confundiam naquela transparência toda.
Não valeria a pena eu deixar isso jogado na gaveta dos papeis. Estou devendo uma atenção a isso há algum tempo. Eu deveria re-ver este roteiro.


"O livro prevê que a libertação da alma feminina acabará com o romantismo". diz a revista. Inspire-se.

10.6.12

Às vezes lhe parece que a felicidade alheia incomoda; contanto a tristeza, talvez mais.

20.4.12

confia no papi

e há alguns anos, vacinada já, achei que não sentiria mais isso
que esse sentimento não fosse mais doer na boca do meu próprio estômago
que as vacinas que o tempo me deu, manteriam longe e blindadas essas sensações
que o mundo já havia me mostrado com muita gente, muitas histórias, trabalho, muitos choros, risos e saudades. Muita vida.
e aí, quando dormi de ontem pra hoje, senti a certeza de que a noite tinha sido diferente.
acordei feliz, cedo, sorridente. e entendi que as borboletas e mariposas do estômago são estes sorrisos.
um sorriso enorme que vou distribuir, com muito prazer, durante esse nosso último dia.

obrigada por ser. serem. sermos.
foi um grande prazer ver o trabalho virar dia a dia agradável.

19.4.12

Há de surgir uma estrela no céu cada vez que ocê sorrir...

sabe quando você se apaixona?
então.
mas não é bem... isso.
é uma paixão que não tem futuro; nem rosto, nem dono.
paixão do desconhecido.
sem coração.
paixão do tom.
sem imagem.
paixão de voz.

Não quero te conhecer. Quero manter a chama acesa.
Obrigada.
Nunca a apague, por favor.

O resto eu imagino...

8.3.12

casa

Sentei na cama.
Minutos depois do computador ligado, olhei pros lados, ouvindo La Vie en Rose.
Olhei pros lados.
E nada.
Quando olhei de novo, para os mesmos lados, havia chocolates. Chocolates deixados num pote. Docilmente deixados num pote na cabeceira da minha "cama".

Não terei mais estes mimos.
Terei de ter outros.
Mas já sinto falta.
E choro.
Que minha alma entenda.

22.1.12

eu choro

e choro porque não aceito.
e choro.
e não aceito que as maiores cargas - físicas ou não - são dadas pra quem consegue carregar os maiores pesos.

Meu pé está sangrando. E EU TENHO QUE ACEITAR ISSO?
Está sangrando, por uma indelicadeza qualquer.
E EU TENHO QUE ACEITAR?

ah vá. Não concordo. E dói. E sofro.
Saco.

21.1.12

Pensei nessa prosa

(..) Eu me apaixono. E daí?
Que não tornem paixões.
Que não sejam verdades.
Que não tomem proporções.
Que não sejam verdadeiras.

Ai, já está doendo.

23.12.11

eu me apaixonei

Eu me apaixonei.
Apaixonei, acho que de verdade. Mas hoje em dia só "concluo essa conclusão" depois de falar com Andrea - minha terapeuta. (vai ser o próximo txt).

Eu me apaixonei. Apaixonei pelo gás, pela forma de ser. Apaixonei pela voracidade e pelas coisas ditas de verdade.
Eu andei me avaliando, e acho que não sou mais a mesma, e ainda acho que me apaixonei pelo que sou e pela velocidade que o outro conseguiu mostrar ser assim à frente de mim. #aiqueraivaboa

Eu me apaixonei. Pelas contas, pelos contos e pelos descontos. Pela facilidade e pela leveza que está sendo carregar tudo isso comigo - também pelo peso que está sendo dividir isso com os outros. Pelo tamanho do trabalho, pelas linhas da planilha.

Eu me apaixonei e pedi conselhos. E os conselhos foram realistas - fora do escopo e fora do esperado. E eu quis entender. E eu assumi ter me apaixonado.

Estamos falando de coisas, de pessoas, de pessoas e essa coisa toda.

Fazia tempo que eu não me apaixonava assim.
Me disseram uma vez que esse trabalho todo só valeria a pena se eu me apaixonasse, e não amasse.
Eu não amo, cheguei a essa conclusão. E cheguei a outra: prefiro mesmo, é me apaixonar.

Não choro mais.

10.12.11

sonho que se sonha só

quando a gente tem um sonho.
e acha tão fora do normal, que prefere esquecer.
e no dia seguinte lembra. e se pergunta se quis mesmo sonhar com aquilo.
e quando conversa com a realidade, entende que tudo...
...tudo não passou de um sonho.
"permita-se sonhar" - é o que dizem.

25.10.11

Se veio pra mim, é minha

Belas palavras só podem tirar belos sorrisos.
Em perspectiva, a vida é linda.


obrigada.

18.5.11

P&B, ou dourados?


(...) eu sou assim. Estou assim. (...)

Pensando naqueles anos todos, pensando nesta troca diária de qualquer lembrança que me (nos) venha a nos lembrar. Que me traga algum (aquele) conforto. Que me traga aquela alegria e paz de ter inteligência e engraçadice como essa perto de mim.

São anos dourados. Foram.
Desde pequena, desde o colégio, da queimada, do bailinho, da faculdade e da primeira empresa. Foram todos. Sure.

Mas hoje, justo hoje, voltando pra casa, ouvindo aquela música (qual era? era qualquer), lembrei daqueles anos dourados.

Hoje eu bebi com gente bonita, elegante e sincera. Gente bacana. Papo coxa, papo tranquilo, papo interessante. Vários papos. Aquilo tudo o que fazíamos.

Aff, quanto papo. Deixa eu falar! (me peguei falando isso hoje, ninguém muda - ninguém dorme)
Os anos dourados se repetem (por que eu sou assim?). Sim. E a cada vez que se repetem eu tento trazer alguma coisa do antigo pro novo. E insisto, até alguém aceitar (eu sempre acredito ser legal, oi?)

Porque sempre farão falta. Porque sempre serão importantes. Porque sempre, nunca deixarão de ser dourados e tomar outra cor. São dourados na minha cabeça. São dourados quando eu visualizo. São dores e são corados cheios de alegria, alergia. De estórias pra contar, de se passar de geração em geração.

Hoje eu vim para casa pisando fundo como sempre. Olhando a mesmice das pontes e paisagens. 20 minutos.

Quase fiz o mesmo caminho.
Mas não fiz.
Quase fiz.
Mas o caminho agora é outro
E sempre em busca destes novos, e velhos, anos dourados.


Entendeu?

15.4.11

Eu voltaria

só pra poder tocar aquele tapete de estrelas de ponta cabeça de novo.
Preciso traduzir isso pra língua das almas. Alguém mais precisa entender isso. Deixar entre nós seria egoísmo.

28.3.11

Oi querido,

lembra de quando a gente se conheceu? Como o tempo passou. Antes eu te via de longe e sabia apenas dos comentarios. Sua simpatia. Sua capacidade de ter gente bacana por perto.
Ai a gente se envolveu. Entre brigas e beijos, o trabalho tratou de nos deixar fortes. E conseguimos provar do mesmo doce acido que nos era oferecido dia apos dia.
E entre cafes e cigarros, projetos e cancoes, fizemos aquela gente perceber aquela afinidade toda. Aquela que vale, mas vale mais.

Entre fracos e fortes, novos e velhos (conceitos?) um dia a gente enlouqueceu, levantou a voz e brigou, voce se lembra? Aquilo doeu no coracao, mas nao chegou a ser ferida, nao foi isso que eu quis dizer! Por isso nem ouso dizer que cicatrizou.

Como era bom, querido. Como foi bom. Espaco de brincadeiras, rua de ladrilhos, aquele pessoal falando serio. Os jogos de azar e aquele bar de esquina que inventou ate poesias cantadas. Quando voce colocou aquele guardanapo na testa eu me apaixonei. (embora aquele doce que voce fazia a tarde deixava a galera toda enjoada, era cruel). Esta tudo nas milhares de cartas que trocamos com o mundo. Esta tudo anotado. Tudo guardado em suas respectivas pastas.

Voce desceu e subiu tantos lances de escada, em meio aqueles remedios acabou se perdendo. Ate comentamos que haviamos engoiabado, nao e? hahahaha, foi legal. Aqueles papos todos serios, cheios de verdades, posicionamentos, inteligencias e comedias. Aquele quintal e a gente brincando de falar serio. Ou falavamos serio em forma de brincadeira?

Precisavamos deixar tudo mais ameno. Trabalhar muito nisso. Tudo mais vivo. Precisavamos. "Mamaezinha".

E acho que... Criamos, e tentamos um novo modo. Acho que conseguimos bastante. Eu me doei, voce sabe. Pus a mao na massa e a cada dia tirei uma receita diferente. Da ate pra fazer um livro. Vamos?


"Vivo de Saudade. Assim creio fazer mais sentido".


(inacabado)

1.3.11

sent to: friend (not for me)

estes amores avassaladores que duram o tempo de um orgasmo. tome mais cuidado; mas não deixe de se entregar.

23.8.10

desapegar

Hoje as meninas, no fim do dia, acho que descobriram: o lance é desapegar.

Todos os "problemas" são provenientes de um certo apego, de um estranho sentimento, de uma fogosa paixão entre ele, e eu.
Enquanto eu não desapegar, ele não vai me deixar. Vai fazer barulho, vai se amassar, vai desmantelar, vai até soltar fumaça.
Enquanto eu, euzinha, não assumir pra ele e pra mim que, foi bom enquanto durou, mas acabou; não vai rolar. Enquanto eu lembrar do passado, de tudo que passamos juntos, do quão aconchegante foi, de tudo o que ele me proporcionou, de todas as emoções, raivas, batidas, noites a fio e estradas juntos; não vai rolar.
O novo não consegue chegar, está a uma semana de bater na minha porta e eu aqui, pensando em como eu dividia minhas coisinhas com ele. Jamais andava sem minha mochila, tinha sempre uma cervejinha entre nós e um compartimento enorme - dividíamos nosso coração. É (era) o motor que fazia minha vida andar.

Vou desapegar, vou desapegar, vou desapegar. Mantra.
Estou tentando mas por favor, não me culpem. Pois já estou deveras culpada por abandonar uma relação tão linda de quase 4 anos.
Acreditem, não vai ser fácil, mas também não vai ser difícil. Tenho certeza que o Fonfon vai me entender; e mandar eu engatar a quinta e ir logo pra frente!

:)
mudanças.